A epidemia do medo: os surtos de cólera no Baixo Minho ao longo do século XIX

Autores

  • Sílvia Pinto Doutoranda em História com projeto de doutoramento financiado pela Fundação da Ciência e Tecnologia, com a referência UI/BD/151369/2021 Lab2PT-UMinho/ IN2PAST https://orcid.org/0000-0002-7183-4067

DOI:

https://doi.org/10.82564/revistabracaraaugusta.v72i132(145).12

Palavras-chave:

Baixo Minho, Cólera, Imprensa, Século XIX

Resumo

A presença da cólera na Europa, a partir do início do século XIX, provocou mudanças no campo da saúde, particularmente no domínio da saúde pública. Portugal não foi exceção, tendo também experimentado inovações nesta área. O terror causado pela doença, devido ao desconhecimento que lhe estava associado, era agravado pela atenção que lhe era dada pela imprensa. Apesar dos elevados níveis de analfabetismo, o conhecimento circulava através da leitura direta ou coletiva dos jornais, em locais públicos como os cafés, as tabernas ou mesmo durante as cerimónias religiosas.
O nosso trabalho centra-se essencialmente na análise de notícias, artigos de opinião e anúncios publicados na imprensa do Baixo Minho, em específico nas cidades de Braga e Guimarães, bem como nas medidas preventivas tomadas pelas autoridades locais no decorrer dos diferentes surtos de cólera que afetaram esta região do país. Além dos jornais, outra documentação foi alvo de análise, nomeadamente atas camarárias, teses médicas e monografias da época. Com base nestas fontes, pretendemos compreender os temas mais debatidos, identificar os conhecimentos científicos associados à doença, ligados às formas de tratamento e prevenção, bem como as alterações que esta doença provocou na saúde e higiene dos espaços públicos.

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Publicado

11-07-2025

Como Citar

[1]
S. Pinto, «A epidemia do medo: os surtos de cólera no Baixo Minho ao longo do século XIX», RBA, vol. 72, n. 132(145), Jul. 2025.