Barão do Gravataí: um Braguense Exponencial no Extremo-Sul do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.82564/revistabracaraaugusta.v73i133.36Palavras-chave:
Barão, Braga, Brasil, Industrial, Migrante PortuguêsResumo
O intercâmbio entre Santas Casas de Portugal e Santas Casas do Brasil, a partir de Braga (Portugal), juntamente
com Porto Alegre (Rio Grande do Sul, Brasil), tem oportunizado descobertas importantes para a historiografia das
Misericórdias dos dois lados do Atlântico. Uma delas, constatada na documentação existente no Arquivo da Santa Casa
de Porto Alegre, é o peso significativo de migrantes portugueses, especialmente da região do Minho, na criação da Misericórdia e da sua Irmandade. A partir de pesquisa qualitativa e histórico-documental, o objetivo principal deste trabalho é apresentar um dos braguenses que ganhou proeminência na capital do Rio Grande do Sul, durante o século XIX, como provedor da Misericórdia da cidade e como rico empresário. Trata-se de João Baptista da Silva Pereira, um industrial bem-sucedido, com vida social e política ativa, vindo a ganhar o título de Barão do Gravataí, nome de rua na cidade porto- -alegrense. Nascido em Braga, em 1797,
faleceu em Porto Alegre, muito jovem, em 1853, quando já amealhara muitos bens como industrial no ramo da navegação,
vindo a constituir uma das maiores fortunas da cidade. Os documentos levantados são uma amostra da sua trajetória como
migrante português de êxito. O texto finaliza informando como ficou a sua família com seus desafios.
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