Resgatar ecos: estratégias para a salvaguarda do património sineiro em Portugal

Autores

DOI:

https://doi.org/10.82564/revistabracaraaugusta.v73i133.39

Palavras-chave:

Filme Documentário, Paisagem Cultural e Sonora, Património Material e Imaterial, Práticas Sineiras

Resumo

O presente estudo incide sobre o estado do património sineiro português na atualidade, com particular destaque para a cidade de Braga. Procurou-se, assim, compreender os principais desafios de salvaguarda que este património enfrenta e as iniciativas desenvolvidas no sentido de o salvaguardar, valorizar e promover. É, ainda, lançada uma proposta de registo, salvaguarda, valorização e promoção do património sineiro, a partir do filme documentário, com vista a sensibilizar as gerações atuais para este património.
Os principais resultados alcançados evidenciam que a salvaguarda do património sineiro português depende da inventariação
dos seus elementos materiais e imateriais, face à escassez de registos e perda de peças históricas. Para tal, urge
mobilizar instituições e reverter a falta de sineiros, impulsionada pela automação e pelo desinteresse jovem. Propõe-se, ainda,
a recuperação de toques, a valorização do ofício, a inovação cultural, a criação de um Museu do Sino e a sua candidatura a património mundial. Conclui-se, também, que o filme documentário se apresenta como um aliado fundamental.
Evidencia-se necessário o estudo do percurso do sino, procedendo ao levantamento e registo etnográfico – de sinos, fundições, toques e respetivos significados –, à ressignificação do ofício de sineiro e à inventariação deste património histórico
em risco de desaparecer.

Biografia Autor

Ângela Maria Rodrigues Calisto

Ângela Maria Rodrigues Calisto (Braga, 1989), residente, atualmente, em Viana do Castelo, a sua formação contempla o universo social, artístico e cultural.
No ano letivo de 2014/2015 ingressou o curso de Licenciatura em Gestão Artística e Cultural na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, na qual colaborou no projeto de final de curso – FIGAC – Fórum Internacional de Gestão Artística e Cultural – sob o ponto de vista do financiamento do evento, tendo terminado no ano de 2018 com a realização de uma exposição, integrada no projeto de estágio, intitulada “Memórias do Teatro em Areosa”, decorrente de um trabalho de investigação acerca do exercício da prática teatral amadora em Areosa, Viana do Castelo, durante o século XX.
Concluiu no ano letivo 2023/2024 o curso de Mestrado em Património Cultural, pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, com dissertação intitulada “Documentar o Património Cultural: preservar, promover e educar através da imagem. Um olhar sobre as tradições das sementeiras e colheitas do Alto Minho.”
Atualmente, é Bolseira de Investigação no âmbito do projeto de investigação “A Liga Portuguesa de Profilaxia Social do Porto: um percurso histórico até à atualidade”, inserido no Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT).

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Publicado

19-11-2025

Como Citar

[1]
Ângela M. Rodrigues Calisto, «Resgatar ecos: estratégias para a salvaguarda do património sineiro em Portugal», RBA, vol. 73, n. 133, Nov. 2025.