Um jornal na revolução: o Correio do Minho nas encruzilhadas da democratização do país e da região (1974-1975)
DOI:
https://doi.org/10.82564/revistabracaraaugusta.v73i133.41Palavras-chave:
25 de Abril de 1974, Anticomunismo, Comunismo, Democracia, Período Revolucionário em Curso, RevoluçãoResumo
O estudo da revolução iniciada em 25 de Abril tem privilegiado uma abordagem que coloca quase à margem dos acontecimentos a província e o mundo rural portugueses e quando os menciona tende a representá-los como espaços e populações monolíticos,
obscurantistas, anticomunistas e reacionários. Neste artigo propõe-se, a partir da análise da visão sobre o processo revolucionário de um importante diário local bracarense, Correio do Minho, refletir sobre o modo como os diferentes agentes políticos se apresentaram, organizaram e intervieram no concelho e no distrito e sobre as diferentes fases e características dos diversos
acontecimentos do processo na região.
A partir da leitura integral de Correio do Minho entre 3 de maio de 1974 e 30 de novembro de 1975, procura-se fazer uma análise qualitativa do discurso, das ideias, das estratégias e das representações que os diferentes agentes políticos quiseram promover de si próprios, mapeando criticamente as mudanças de posições políticas e os confrontos que essas alterações começaram a causar entre os partidos que marcaram a fundação da democracia portuguesa.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2025 Revista Bracara Augusta

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0.
