Conhecimento científico e práticas agrícolas nos mosteiros beneditinos a norte de Portugal (sécs. XVI-XIX)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.82564/revistabracaraaugusta.v72i132(145).7

Palavras-chave:

Agricultura, Beneditinos, Bibliotecas monásticas, Mosteiro de Tibães, Ordem de São Bento.

Resumo

O presente trabalho visa analisar as mudanças agronómicas que aconteceram nos mosteiros beneditinos, localizados a norte do país, ao longo dos séculos XVI, XVII e XVIII. Depois de instituída, em 1567, a Congregação de São Bento de Portugal, unindo os vinte e dois mosteiros beneditinos masculinos existentes em Portugal, observa-se uma nova organização e gestão da propriedade, que foi impulsionada pelo conhecimento científico que ia chegando às bibliotecas destes mosteiros. Vai-se verificar um alargamento das propriedades de administração direta (quintas, devesas e cercas monásticas), aumentando significativamente a terra arável para produção própria. Nestas, e noutras de administração indireta, vão procurar manter uma prática agronómica inovadora, fazendo grandes investimentos agrícolas e tecnológicos para melhorar e aumentar a produção.
Para todos estes empreendimentos e inovações foi muito importante a atualização constante que foram fazendo através da aquisição de livros sobre estas temáticas. Tratados de agronomia e de botânica, livros de instrução e outra bibliografia relacionada, foram adquiridos e guardados nas suas bibliotecas, chegando hoje até nós através dos catálogos ainda existentes. Livros que importa conhecer e analisar.

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Publicado

11-07-2025

Como Citar

[1]
A. Ramos, «Conhecimento científico e práticas agrícolas nos mosteiros beneditinos a norte de Portugal (sécs. XVI-XIX)», RBA, vol. 72, n. 132(145), Jul. 2025.