O sagrado e profano nos rituais festivos limianos, no Período Moderno
DOI:
https://doi.org/10.82564/revistabracaraaugusta.v73i133.33Palavras-chave:
Confrarias, Cultu, Festividades, Profano, SagradoResumo
O objeto de estudo desta investigação centra-se numa análise das principais manifestações festivas promovidas pelas confrarias do Santíssimo Sacramento e de Nossa Senhora do Carmo, entre os séculos XVIII e XIX. Suportado num tratamento qualitativo de dados, este estudo encorpou-se através do cruzamento de fontes primárias, das quais se destacaram os livros de receita e despesa, de determinações, livros de estatutos e de inventários.
Neste âmbito, do interior da Igreja Matriz irradiava um expressivo número de rituais solenes que, projetados para as ruas limianas, quebravam o ritmo quotidiano das pessoas. Numa tentativa de demonstração de poder e prestígio, as confrarias eretas naquele espaço sagrado, esgrimiam-se umas com as outras para que as suas manifestações de júbilo, revestidas de esplendor e de grandiosidade, fossem as mais impactantes. Estes momentos, para além de compreenderem uma dimensão mais sagrada, não arredavam de seu programa a componente mais lúdica, tornando-se, assim, mais atrativos aos fiéis que, movidos pela sua devoção, também procuravam a diversão. Contudo, a confraria de Nossa Senhora do Carmo não partilhava desta programação, dado que a sua festividade deveria ser uma manifestação puramente religiosa arredada de momentos profanos.
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