Sobre a designação ‘‘capela’’ dos Monges

Autori

DOI:

https://doi.org/10.82564/revistabracaraaugusta.v71i131(144).23

Abstract

No artigo “Sobre a designação ‘capela’ dos Monges”, de Eduardo Pires Oliveira, explica o autor a origem da expressão “capela dos Monges” dada ao belíssimo espaço existente no edifício da basílica dos Congregados, da autoria de André Soares. A designação de monges aplicada aos padres oratorianos é, realmente, inexata porque eles, na verdade, não eram monges. Não tinham hábito, como os franciscanos ou os dominicanos, nem rezavam em conjunto as orações no coro.
Contudo, a designação terá nascido do facto de, já desde o século XVII e princípios do XVIII até à atualidade, se chamar “convento” ao edifício e ser assim que sempre foi conhecido, popularmente. Por outro lado, o autor defende que o belíssimo espaço não deveria identificar-se por capela da Senhora da Aparecida (designação que parece ter-se iniciado com Robert Smith), mas antes por capela de Nossa Senhora da Conceição ou da Imaculada Conceição, cuja imagem ainda existe e é exposta à veneração dos fiéis em época própria. O autor não se opõe, contudo, a que se continue a chamar monges aos padres oratorianos porque foi assim que, desde sempre, foram conhecidos em Braga.

Pubblicato

2025-07-15

Come citare

[1]
E. Pires de Oliveira, «Sobre a designação ‘‘capela’’ dos Monges», RBA, vol. 71, n. 131(144), lug. 2025.